Sexta-feira, 22 de maio de 2026
A entrevista reforça o cenário atual da Seleção Brasileira, com decisões pautadas pelo momento e pela experiência, ao mesmo tempo em que projeta mudanças no gol para o próximo ciclo.
Foto: RÁDIO GRENALSegundo Taffarel, a definição foi baseada no contexto atual da Seleção. Com Alisson Becker em recuperação recente e Ederson também vindo de lesão, a comissão técnica optou pela experiência.
“A gente não foi muito pelos nomes, mas pela exigência do momento. Precisávamos de um goleiro mais experiente, e o Everton tem histórico na Seleção, com convocações e participação em competições importantes”, afirmou.
A comissão também já trabalha com a perspectiva de renovação após a Copa. Taffarel citou nomes como Hugo, Bento e John como parte do processo de transição, indicando que o ciclo atual dos goleiros pode se encerrar ao fim do Mundial.
Sobre a hierarquia da posição, o preparador destacou a regularidade de Alisson, mas reforçou o caráter coletivo das decisões.
“O Alisson tem sequência e vive um bom momento, mas as decisões são tomadas em conjunto. A comissão avalia constantemente todos os jogadores”, disse.
Taffarel também abordou o cenário pós-Copa, sem confirmar o encerramento definitivo do ciclo dos atuais goleiros. De acordo com ele, a continuidade dependerá de desempenho e resultados, além da necessidade de manter atletas experientes no grupo durante a transição.
Outro ponto tratado foi a utilização de Neymar. Para o ex-goleiro, o atacante pode render mais atuando próximo da área.
“Mais perto do gol, ele consegue usar melhor a visão de jogo e não precisa tanto do físico. Assim, pode ser mais efetivo”, avaliou.
Além da Seleção, Taffarel comentou sobre o retorno ao Brasil após período no exterior e não descartou trabalhar em clubes. Ligado historicamente ao Inter, o ex-goleiro afirmou que está aberto a conversas para o futuro.