Sexta-feira, 23 de outubro de 2026
A saúde financeira do Inter está entre os desafios que cercam o futuro do clube. Um levantamento divulgado pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade no Futebol (Anresf) atribui ao Colorado uma dívida de R$ 1,05 bilhão, colocando a equipe na sexta posição entre os 38 clubes das Séries A e B incluídos no estudo.
O painel foi publicado no dia 21 de outubro e utiliza como referência os balanços financeiros de dezembro de 2025. A iniciativa faz parte do acompanhamento das obrigações econômicas das equipes brasileiras no contexto das regras de fair play financeiro.
No ranking, o Inter aparece atrás de Atlético-MG, Corinthians, Botafogo, Cruzeiro e Palmeiras. O clube gaúcho também apresenta um passivo superior ao do Grêmio, cuja dívida foi calculada em R$ 811 milhões, correspondente à 12ª colocação.
O levantamento não considera apenas o volume das dívidas. A plataforma também reúne informações sobre atrasos salariais e outros compromissos financeiros declarados pelos clubes, permitindo acompanhar diferentes aspectos da situação econômica das equipes.
No caso colorado, a divulgação dos números ocorre em meio a iniciativas para regularizar pagamentos e organizar as obrigações com credores. Entre as medidas recentes estão a quitação de pendências com jogadores, anunciada após um aporte de R$ 20 milhões do empresário Delcir Sonda, e a adoção de um procedimento coletivo de negociação de débitos na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).
A situação financeira também deve repercutir na eleição presidencial do Colorado, prevista para o final de 2026. Com o encerramento do ciclo de Alessandro Barcellos, que esteve à frente do clube por seis anos, a próxima administração terá de definir os caminhos para administrar o passivo e organizar o fluxo de pagamentos.
Roberto Melo, José Alfredo Amarante e Leonardo Aquino são os nomes da oposição na disputa pela presidência. Nesse contexto, o planejamento econômico e a relação com os credores devem integrar as discussões sobre as prioridades para os próximos anos.
Além dos resultados esportivos, a capacidade de equilibrar as contas e cumprir as obrigações financeiras será um dos pontos importantes para a condução do clube. O desafio será conciliar a reorganização administrativa com as necessidades do futebol profissional.