Segunda-feira, 14 de setembro de 2026
Colorado busca recursos para honrar obrigações com elenco e outros credores; doação de R$ 20 milhões de Delcir Sonda dá alívio imediato ao caixa
Foto: Ricardo Duarte/S.C. InternacionalOs números foram apresentados em uma reunião que contou com dirigentes, conselheiros e os três candidatos à presidência do clube. Conforme apurado pelo Comunicador da Rádio Grenal, Alexandre Ernst, o montante de R$ 70 milhões seria necessário para fechar o ano com as obrigações salariais regularizadas, enquanto a soma de aproximadamente R$ 150 milhões incluiria também outras pendências do Inter.
O cálculo contempla folha salarial, direitos de imagem, pendências financeiras e o 13º salário do grupo de jogadores e funcionários.
Em meio às dificuldades financeiras, o Inter recebeu uma ajuda significativa nos últimos dias. Na sexta-feira (11), o clube confirmou oficialmente a doação de R$ 20 milhões do empresário e conselheiro Delcir Sonda, intermediada pelo conselheiro Roberto Melo.
O recurso tem como objetivo auxiliar o Colorado na regularização dos compromissos com jogadores e funcionários. A transferência do montante estava prevista para esta segunda-feira (14).
Mesmo com o aporte, o Inter segue em busca de novas fontes de receita para atravessar o restante da temporada. Entre as possibilidades discutidas nos bastidores está a antecipação de receitas futuras. Parte dos recebíveis de associados e patrocínios já está comprometida como garantia de operações financeiras realizadas pelo clube.
Além dos compromissos com jogadores e funcionários, o Colorado possui pendências relacionadas à aquisição de atletas.
O clube está atualmente sob um transfer ban imposto pela Fifa em razão da dívida referente à contratação do zagueiro Juninho junto ao Midtjylland, da Dinamarca. A punição impede o Inter de registrar novos jogadores por três janelas de transferências ou até a regularização do débito.
O próprio Inter reconheceu a pendência e atribuiu a situação às dificuldades financeiras e às limitações de fluxo de caixa enfrentadas pelo clube. Além do caso envolvendo Juninho, há débitos recentes relacionados às contratações de Carbonero, junto ao Racing, e Benjamin Arhin, adquirido do Dansoman Wise, de Gana.
A prioridade estabelecida pela direção neste momento é manter os compromissos com elenco e funcionários regularizados. Com a janela de transferências encerrada, a resolução do transfer ban deixou de representar uma necessidade esportiva imediata, embora a dívida permaneça pendente.
Assim, o Inter chega à reta final de 2026 pressionado em duas frentes: precisa buscar recursos para manter as contas correntes em dia e, paralelamente, equacionar outros débitos acumulados. O aporte de R$ 20 milhões representa um alívio no curto prazo, mas não elimina a necessidade de novas receitas para o encerramento da temporada.