Pressionado por resultados, Renato completa quatro anos a frente do Grêmio

Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Há exatos quatro anos, no dia 18 de setembro de 2016, o Grêmio anunciava oficialmente o retorno de Renato Portaluppi no comando da equipe tricolor. Esta seria a sua terceira passagem pelo clube. A mais recente havia sido em 2013, quando o tricolor chegou ao vice-campeonato Brasileiro.

A trajetória de Renato nessas quatro temporadas já é mais que conhecida: foram sete títulos e campanhas destacáveis. A começar pela Copa do Brasil em 2016, seguido pela Libertadores de 2017, Recopa e Gauchão em 2018, Gauchão e Recopa Gaúcha em 2019, Gauchão em 2020. Nesta terceira passagem, o técnico soma 259 jogos, com 136 vitórias, 68 empates e 55 derrotas. No estilo de jogo imposto por Renato, com um time mais ofensivo, foram 396 gols marcados e 189 sofridos.

Mas quatro anos depois da sua chegada, a história de Renato a frente do tricolor começa a tomar outro rumo. Apesar da conquista do título Gaúcho deste ano, a equipe gremista enfrenta uma sequência de empates, derrotas e poucas vitórias.

Nesta quinta-feira, um dia antes de completar os quatro anos de comando, Renato encontrou um ambiente um pouco diferente do que já viveu. O treinador e a equipe foram recebidos na Arena, depois da derrota para a Universidad Católica, na última quarta-feira (16), sob protesto e cobrança de dezenas de torcedores.

A cobrança da torcida reflete nos recentes resultados: nos últimos 11 jogos, foram apenas duas vitórias. No Campeonato Brasileiro, é o 13º colocado, com duas vitórias, seis empates e uma derrota. Soma-se a isso a derrota no Chile nessa semana. Além dos resultados, a apresentação da equipe em campo também não possui a mesma identidade das equipes vitoriosas de Renato. Após perder algumas peças-chave, como Everton Cebolinha, e com uma lista de desfalques, o Grêmio apresenta-se como uma equipe mais lenta e com dificuldades nas finalizações;

Apesar do momento, tudo indica que Renato seguirá no comando tricolor, já que possui a confiança do presidente gremista, Romildo Bolzan Jr. Após quatro ano, a situação vivenciada atualmente não se sobressai à história vitoriosa do técnico.

* Por supervisão de: Marjana Vargas

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