Fronteiras fechadas preocupam Conmebol para finalizar torneio

Foto: Conmebol/Site Oficial/Divulgação

Segundo UOL Esportes, existem muitas dúvidas referente ao que envolve o calendário do futebol em meio à pandemia do novo coronavírus, principalmente, sobre a final em jogo único da Libertadores marcada para 21 de novembro no Maracanã. Há uma percepção de que dificilmente o acesso das fronteiras entre os países será normalizado totalmente em 2020. E isso impediria que a Libertadores e a Sul-Americana pudessem ser finalizadas.

Nesta quinta (2), o governo federal decidiu estender por mais 30 dias o fechamento das fronteiras terrestres do Brasil com oito países: Argentina, Bolívia, Colômbia, Guiana Francesa, Guiana, Paraguai, Peru e Suriname. Os acessos para a Venezuela e para o Uruguai também estão bloqueados. No dia 27 de março, o governo proibiu por 30 dias a entrada de estrangeiros por aeroportos e nos portos há restrições. Ou seja, hoje praticamente não se entra ou sai do Brasil.

Segundo relatos de membros da Conmebol, houve consulta a integrantes de governos sul-americanos que preveem que restrições nas fronteiras serão feitas durante todo o ano. Não se sabe, por exemplo, se em junho, data hoje que a confederação trabalha para voltar com a Libertadores, o acesso entre os países estaria totalmente liberado. Esta é a principal preocupação hoje na entidade. A Libertadores foi suspensa, inicialmente, até a semana de 6 de maio, com três rodadas adiadas. Essa data de retorno, porém, já está defasada e um novo adiamento deve ser feito nas próximas semanas.

A ideia, então, seria voltar em junho, usando o espaço aberto no calendário pelos adiamentos dos jogos das Eliminatórias e da Copa América. Entretanto, não sabemos se em junho ou até julho os países terão liberado totalmente as fronteiras. Sem acesso entre os países, não se disputa a Libertadores.

Hoje há um pessimismo na Conmebol com relação às continuidades da Libertadores e da Sul-Americana. A entidade adiantou mais de 60% das cotas que deveriam ser pagas aos clubes durante as competições, mas não se sabe o que aconteceria caso os torneios fossem cancelados.

* Por supervisão de: Marjana Vargas

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