Fora da linha de benefício da CBF, presidente do Aimoré cita apelo por auxílio financeiro: “Estamos sem recursos e as contas vão chegar”

Foto: (Divulgação/CE Aimoré)

Mesmo diante do anúncio do aporte financeiro que será liberado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), muitos clubes vivem em um cenário incerto com relação às suas contas e, consequentemente, com o futuro do time. Tal situação é vivida pelo Aimoré, que está fora da linha do benefício.

Na disputa apenas do Campeonato Gaúcho, o clube do Vale do Sinos é uma das equipes que não serão beneficiadas pelas medidas da CBF por não estarem na disputa de nenhum competição à nível nacional. “É uma ajuda que vai auxiliar muito os clubes das Séries C e D, mas não chegará muito aos clubes que tem apenas os estaduais para disputar. Aqui no Sul, a sorte é que a Federação faz de tudo para ajudar”, declarou o presidente do Aimoré, Ronaldo Vieira, em entrevista à Rádio Grenal, nesta terça-feira (7).

Diante da indefinição do estadual, a situação gera preocupação pelo lado da direção. No próximo dia 20 de abril, uma nova reunião entre clubes e a Federação Gaúcha de Futebol (FGF) irá colocar em pauta novamente o retorno dos jogos. Até lá, o clube tenta manter parte do grupos de jogadores através de negociações.

“É um período de incerteza, sem saber quando o futebol retorna, mas as despesas seguem normalmente. O quadro para nós é assustador. Nos criticaram que renovamos com os jogadores, mas no próximo dia 20 teremos uma reunião na Federação. Se for definido que o Gauchão vai voltar, vamos precisar ter elenco”, declarou Vieira.

Sem estar na linha de benefício, que cerá concedida pela CBF, o presidente Ronaldo Vieira, e outras direções, estão tentando pleitear um auxílio das federações, seja pela CBF ou pela Federação Gaúcha. “Estamos apelando para a Federação e para a CBF para que ajudem os clubes sem divisão, os times que tem apenas os estaduais pra disputar, pois estamos sem recursos e as contas vão chegar. A sugestão do Aimoré é que poderiam abrir uma linha de crédito, com juros acessíveis, sem burocracia, com seis meses de carência e um prazo de um a dois anos pra pagar. Minha preocupação é que os jogadores recebam. Eles tem famílias.”

* Por supervisão de: Marjana Vargas

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