Cruzeiro repete o placar e elimina o Grêmio nos pênaltis na Copa do Brasil


Por: Diogo Rossi, comunicador na @rdgrenal

O Estádio Mineirão trazia grandes lembranças ao torcedor gremista. Em 2016, venceu a primeira partida da final da Copa do Brasil contra o Atlético-MG, além de ter eliminado o próprio Cruzeiro em Belo Horizonte, nas semis. Na noite desta quarta-feira (24), no entanto, a história não se repetiu. Durante os 90 minutos regulamentares, o Tricolor perdeu por 1×0, gol do volante Hudson, mesmo placar da semana passada, na Arena, mas, nas penalidades, abusou dos erros e foi eliminado para a equipe azul de Minas Gerais.

O mistério da semana ficou por conta das possibilidades de Renato Portaluppi. Pedro Geromel se lesionou em Porto Alegre e obrigou o comandante a optar por Bressan, em detrimento ao zagueiro Bruno Rodrigo. Entre os volantes, a dúvida girava em torno de Maicon e Arthur. Na Libertadores, contra o Godoy Cruz-ARG, o treinador optou pela experiência do capitão, mas em Belo Horizonte, escolheu o jovem para iniciar a partida. Marcelo Grohe, Edílson, Bressan, Kannemann e Cortez; Michel, Arthur, Ramiro, Luan e Pedro Rocha; Lucas Barrios foram os titulares no Mineirão.

Irreconhecível no Gigante da Pampulha

Poucas vezes colocado em situações adversas nas últimas duas temporadas, o Grêmio teve extrema dificuldade para lidar com a pressão do Cruzeiro, ao longo dos 90 minutos. Lucas Barrios teve grande oportunidade logo nos instantes iniciais, quando apareceu na cara de Fábio, acionado por Luan, mas desperdiçou, finalizando em cima do goleiro. E foi só. A partir daí só deu a “Raposa” no duelo. Thiago Neves, em finalização de fora da área, e Alisson, cabeceando livre, na marca da cal, quase abriram o placar na primeira etapa. Antes dos acréscimos, Thiago Neves, novamente, finalizou em cobrança de falta, mas viu Marcelo Grohe fazer boa defesa, no canto contrário da barreira.

Para a etapa complementar, Mano Menezes sacou o Elber e colocou Raniel, dando mais movimentação no setor ofensivo do Cruzeiro. Entretanto, foi pelo alto que os mandantes abriram o marcador. Thiago Neves cobrou com perfeição, Hudson se livrou da marcação de Edílson e cabeceou forte. Marcelo Grohe ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o único gol da partida. Em jogada semelhante, o meia cruzeirense alçou novo cruzamento e viu Raniel acertar belo voleio, que, por pouco, não entrou. De Arrascaeta, retornando de lesão, também ingressou na decisão. Nos seus primeiros lances, levou trabalho á defesa tricolor. O uruguaio, pelo lado esquerdo, cruzou, a bola desviou em Arthur e, por centímetros, não tocou na trave de Grohe.

As lesões são problemas recorrentes para Renato Portaluppi nesta temporada e, no jogo de hoje, fez mais uma vítima. Bressan sentiu dores no músculo posterior da coxa esquerda e precisou ser substituído por Bruno Rodrigo, já nos minutos finais.

Placares repetidos, a disputa foi para as decisões de penalidades. Pelo lado dos gaúchos, Fernandinho, que entrou na segunda etapa, e Arthur converteram. Edílson e Everton, na trave, e Luan, na última cobrança do Grêmio, chutando nas pernas de Fábio, desperdiçaram as oportunidades. No Cruzeiro, Thiago Neves bateu o pênalti derradeiro e garantiu o Cruzeiro na final da Copa do Brasil.

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