Domingo, 18 de janeiro de 2026

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Futebol

Uma joia oculta para cada seleção classificada para a Copa do Mundo

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Descubra uma joia escondida de cada seleção classificada para a Copa do Mundo: jovens talentos pouco conhecidos, análises profundas, potencial real e por que cada um deles pode surpreender no maior palco do futebol.

Foto: North Star Network

Em toda Copa do Mundo existe um padrão: enquanto as atenções globais se concentram nas superestrelas, são os jovens talentos — muitas vezes pouco conhecidos, às vezes recém-chegados ao futebol profissional — que acabam definindo narrativas, decidindo jogos e marcando gerações. O Mundial é historicamente um palco para explosões repentinas: James Rodríguez em 2014, Kylian Mbappé em 2018, Enzo Fernández em 2022. Antes do torneio, muitos eram apostas ousadas; depois, tornaram-se nomes inevitáveis.

A edição seguinte segue a mesma lógica, mas em uma escala ainda maior. Com mais países, mais culturas futebolísticas e mais competições de base revelando talentos em ritmo acelerado, cada seleção chega ao torneio com pelo menos um atleta que, por idade, estilo de jogo ou margem de progressão, representa a famosa “joia escondida”.

A seguir, reunimos uma joia por país — considerando apenas seleções qualificadas — baseada em dados, jogos recentes, projeções, mercados, relatórios de scouting e, claro, o conjunto de imagens fornecido como referência. Em um cenário onde jogos de apostas legalizados no Brasil ajudam a ampliar o interesse por análises aprofundadas e desempenho individual, o objetivo aqui é apresentar ao leitor não apenas nomes, mas razões claras para acreditar que cada um desses jogadores pode ser o próximo protagonista do maior palco do futebol.


Austrália – Nestory Irankunda (19 anos, Watford)

Poucos jogadores australianos nos últimos anos despertaram tanta expectativa quanto Nestory Irankunda, ponta extremamente vertical, explosivo e agressivo com a bola. Refugiado burundês nascido na Tanzânia, formado no Adelaide United e recentemente contratado pelo Bayern de Munique — antes de ser emprestado ao Watford para ganhar minutagem —, Irankunda é o tipo de atleta que muda a temperatura de um jogo com um único arranque.

O que o torna especial é seu perfil físico-técnico: combina potência de velocista com primeiro toque limpo e facilidade impressionante para finalizar de média distância. Em nível de seleções, a Austrália carece justamente desse tipo de criador imprevisível, capaz de romper defesas compactas. Irankunda não é apenas uma promessa — é uma solução estrutural para o ataque australiano.


Estados Unidos – Cole Campbell (19 anos, Borussia Dortmund)

O projeto dos EUA para a Copa é ambicioso: jovens espalhados pelos melhores centros de formação da Europa, com ênfase em versatilidade e modernidade. Cole Campbell, ponta do Borussia Dortmund, se encaixa exatamente nessa filosofia.

É um jogador rápido, de ruptura e movimentação constante pelas pontas, capaz de desorganizar defesas com dribles curtos e inteligência sem a bola. Jogadores assim fazem diferença em torneios curtos, onde o ritmo se eleva e cada decisão conta. Campbell não é “flashy” — ele destrava ataques com eficácia. Se continuar evoluindo no Dortmund, pode ser uma surpresa no elenco americano.


México – Gilberto Mora (16 anos, México Sub-17)

O México tem tradição em revelar meias criativos, e Gilberto Mora representa o próximo capítulo dessa linhagem. Já com experiência profissional, Mora demonstra maturidade para atuar como meia central, meia ofensivo ou falso ponta, sempre com controle de bola refinado.

Seu diferencial é a tomada de decisão precoce: sabe quando acelerar, quando segurar e como manipular defensores com o corpo — habilidades raras em jogadores tão jovens. Pode ser um fenômeno precoce, pronto para integrar o ciclo principal da seleção.


Argentina – Tobias Ramírez (18 anos, Argentinos Juniors)

O Argentinos Juniors, conhecido como “El Semillero del Mundo”, volta e meia produz defensores com capacidade de elite — e Tobias Ramírez é um exemplo recente. Ramírez é zagueiro moderno: antecipação agressiva, saída limpa, leitura fina de diagonais e velocidade para proteger campo aberto.

A seleção argentina valoriza jovens com personalidade em competições internacionais. Ramírez já se destaca nas categorias de base e tende a subir rapidamente. Sua frieza em situações de um contra um faz dele uma peça rara. Com a renovação após veteranos, Ramírez tem espaço para se tornar titular.


Coreia do Sul – Yang Min Hyeok (19 anos, Portsmouth)

Yang Min Hyeok é um jogador extremamente completo na fase ofensiva, combinando passe, mobilidade, drible e leitura coletiva. Seu desempenho recente o transformou no típico “diamante escondido” que surge fora dos holofotes das grandes ligas. Flutua entre as linhas com naturalidade e sabe jogar de costas, algo incomum em pontas asiáticos. A Coreia precisa renovar seu setor ofensivo, e Min Hyeok é a aposta mais clara desse processo.


Brasil – Gabriel Silva (23 anos, Santa Clara)

Embora Gabriel Silva nunca tenha sido cogitado para a seleção principal, seu percurso é interessante: formado no Palmeiras e atualmente destaque no Santa Clara, combina atributos de ponta e centroavante, podendo atuar em todas as faixas do ataque.

É agressivo, forte fisicamente e eficiente em transições, qualidades essenciais em Copas. Seu repertório evoluiu: aprendeu a atacar o espaço com inteligência, finalizar com precisão e participar da construção. Silva tem perfil raro, mas ainda permanece subestimado no radar da seleção.


Japão – Kodai Sano (21 anos, NEC Nijmegen)

O Japão vive um momento de ouro no desenvolvimento de meio-campistas, e Kodai Sano é um dos mais interessantes dessa nova safra. Jogador hiperativo, com visão agressiva, atua como volante, meia ou híbrido entre as duas funções.

Na Europa, Sano se consolidou por quebrar linhas constantemente, seja com passes ou carregando a bola. Ele oferece ao Japão uma via direta, vertical e eficiente, algo necessário para evoluir o modelo de jogo.


Canadá – Moïse Bombito (25 anos, OGC Nice)

Entre todas as joias desta lista, Moïse Bombito é provavelmente o defensor com maior teto. Atua exclusivamente como zagueiro, combinando força, velocidade e coordenação. É dominante no jogo físico, excelente no desarme e impressionante na proteção de campo aberto. O Canadá precisa de estabilidade defensiva para competir em Copas, e Bombito é o pilar ideal.


Nova Zelândia – Luke Brooke-Smith (17 anos, Wellington Phoenix)

Extremamente jovem, já demonstra controle de bola limpo, aceleração surpreendente e maturidade rara no entendimento do jogo. Pode atuar como ponta ou meia externo, sempre buscando o duelo individual. Para uma seleção historicamente dependente da força física, Brooke-Smith traz criatividade e técnica, mudando completamente o horizonte da equipe.


Jordânia – Ibrahim Sabra (19 anos, Göztepe SK)

Atacante móvel, com movimentação inteligente e boa finalização, Sabra se destaca por atacar espaços e finalizar com os dois pés. Seu estilo lembra atacantes modernos do Oriente Médio: intensidade, coragem no um contra um e leitura rápida de jogadas. Ele é o perfil ofensivo disruptivo que a Jordânia precisa para competir em nível global.


A Copa da nova geração

Este conjunto de jogadores mostra algo claro: a próxima Copa será marcada por uma explosão global de talentos jovens, do México ao Japão, do Canadá à Austrália. Cada nome representa mais que uma promessa — são pilares reais do futuro de suas seleções, com perfis técnicos diversos, experiências em ligas profissionais e potencial para se tornar protagonista.

Se o passado nos ensinou algo, é isto: em Copas, as joias escondidas deixam de ser desconhecidas para se tornarem protagonistas. E a próxima edição promete ser o maior palco dessa transformação.

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