“Só é vencedor quem perde. Só perde quem chega lá”, diz Celso Roth sobre o fatídico episódio contra o Mazembe

Foto: Site Oficial/Internacional

O técnico Celso Roth concedeu entrevista exclusiva para Rádio Grenal na manhã desta segunda-feira (13). O comandante começou falando sobre o meio-campista Thiago Galhardo e no que ele pode acrescentar para o grupo colorado durante a temporada. “É um jogador alto, de imposição física, de qualidade, com características que faltam no futebol brasileiro. Quem agradece é o Paolo Guerrero”. Também questionado sobre a invencibilidade do Flamengo, Roth afirmou que com um bom trabalho, os outros times podem fazer frente à equipe carioca. “Todo time bem organizado, com coletivo forte, com jogadores em um momento bom, dá sim para encarar o Flamengo. É difícil chegar no nível deles, pois gastaram muito. Mas com um trabalho bem feito pode encarar”, explica.

O dia 14 de dezembro de 2010 certamente é marcado por um episódio que o torcedor do Internacional jamais gostará de reviver, já que remete ao totalmente inesperado revés para o Mazembe na semifinal do Mundial de Clubes por 2 a 0 que acabou com o sonho do bicampeonato do Colorado. Durante a entrevista, o treinador falou com bastante amargura do fatídico episódio ocorrido em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes.

“Planejamos tanto aquele jogo e tínhamos tanta confiança, criamos oportunidades, mas são coisas do futebol. O futebol prepara essas surpresas e, infelizmente, preparou para mim e para o Inter. Essa é uma das maiores decepções da minha vida. Me deixa muito triste. Mas tenho que pensar pra frente. Só é vencedor quem perde. Só perde quem chega lá”, analisou.

Atualmente sem clube, o técnico falou sobre o possível retorno aos gramados. “Eu devo voltar a trabalhar assim que aparecer uma oportunidade interessante. Algo que seja bom para mim e para o clube. Estou novo e bem ainda, então quero seguir trabalhando por bastante tempo”. O modelo de jogo usado pelo treinador em determinados jogos rendeu criticas à ele durante a sua trajetória profissional e acabou se tornando marca registrada de Celso Roth: “Em poucos clubes eu joguei fechado. Na maioria das vezes foi com dois volantes. Mas fiquei marcado por isso. Hoje, vários jogam com três, quatro volantes e ninguém fala nada”, acrescentou.

Para finalizar, comentou sobre a parada do futebol mundial por conta da pandemia do coronavírus e a retomada dos campeonatos. “Temos que ouvir os órgãos de saúde e ter muito cuidado no retorno, pois jogador de futebol não é máquina. Quando tudo ficar mais claro, é que vamos poder pensar no calendário, mas que se tenha cuidado. Futebol tem que ser saudável”.

* Por supervisão de: Marjana Vargas

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