Renato valoriza pequena vantagem contra o Cuiabá, fala sobre Domènec e defende Coudet após saída do Inter

Foto: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Após vencer o Cuiabá, por 2 a 1, na noite passada, pelas quartas de final da Copa do Brasil, o técnico gremista Renato Portaluppi concedeu uma entrevista coletiva valorizando a pequena vantagem sobre a equipe mato-grossense, elogiando a atuação do seu time mas reconhecendo que poderiam ter feito mais. Foi a sexta vitória consecutiva do Grêmio na temporada, no entanto, o rendimento esteve abaixo do esperado.

”No momento que tem uma decisão, qualquer tipo de vantagem que possa levar para casa é vantagem. Conseguimos uma vitória magra, mas uma vitória. Os jogos são difíceis. Tem vantagem de jogar pelo empate. Cuiabá eliminou o Botafogo. Não tem mais bobo. O Grêmio conseguiu a vantagem É pequena, mas é uma pequena grande vantagem. Já passou? Claro que não.”, destacou Renato.

O Cuiabá encerrou a partida com estáticas mais positivas que a equipe tricolor, foram 14 chutes da equipe contra apenas 11 do Grêmio, em relação a isso, o treinador admitiu as dificuldades encaradas na Arena Pantanal. ”Estamos jogando partida de 180 minutos agora, equipe que está sendo a surpresa da Copa do Brasil. Tivemos dificuldades aqui, mas o mais importante foi mais uma vitória. Jogamos uma partida fora de casa, com o Fluminense, e conseguimos os três pontos. Além da pequena vantagem agora.”

Questionado sobre os momentos de oscilação ainda presente na equipe, Renato voltou a falar sobre desfalques no elenco, e que as oscilações são presentes em todos os times brasileiros. “Sequência de jogos, viagens. Nem sempre você pode contar com todo mundo. Não tem uma equipe no Brasil que não está tendo altos e baixos. Eu sei que estamos tendo, mas estamos conquistando os resultados. Melhorar, todos precisam.”, disse.

“Todos os clubes têm seus problemas. No Brasil, toda hora, todo mundo quer que seu time ganhe. Ninguém tem paciência: o torcedor não tem, vocês da imprensa não tem. O Atlético-MG e o Flamengo gastaram R$200 milhões, e eles têm problemas.“, acrescentou.

O técnico Domènec Torrent e Eduardo Coudet deixaram os cargos dos seus times durante o início dessa semana, respectivamente Flamengo e Internacional. Os dois em contextos diferentes, o argentino deixou pediu demissão após o empate contra o Coritiba por 2 a 2, para ir ao Celta de Vigo, da Espanha. Já Domènec foi demitido após o Flamengo perder por 4 a 0 para o Atlético-MG.

”Quando (o treinador) não dá resultado, toma pontapé na bunda e fica por isso. Aí o treinador pede para ir embora e falam que não pode? Por que não pode? Tivemos o exemplo do Coudet. É massacre no treinador, toda hora é o culpado. Choveu, culpado. Ganhou, é obrigação. Perdeu, treinador culpado. É difícil”, defendeu Renato.

Para o comandante gremista, a pressão em técnicos brasileiros já é alta, mas em estrangeiros se torna ainda maior. Eventualmente, a língua para se comunicar com os jogadores e passar instruções táticas. Além de não conhecerem tão bem o ambiente em que irão trabalhar.

“Eu mandei uma mensagem para o Domènec, fiquei triste por ele. Vocês não tem paciência com o treinador brasileiro, imagina com o estrangeiro. Se não der resultado, vai ser mandado embora. É um problema.”, disse.

O Grêmio retorna à Porto Alegre e treina durante a tarde dessa quinta-feira (12). O segundo jogo com o Cuiabá ocorre na próxima quarta, às 16h30, na Arena. Se empatar, o Tricolor estará nas semifinais da competição. Pelo Brasileiro, o próximo compromisso é no sábado, contra o Ceará, também na Arena.

* Por supervisão de: Marjana Vargas

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