A Conmebol rejeitou o pedido do Grêmio e manteve o River Plate na final da Libertadores da América

A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) negou, na noite deste sábado (03), a denúncia apresentada pelo Grêmio e manteve o River Plate na final da Libertadores da América. A punição foi aplicada apenas ao treinador Marcelo Gallardo: uma multa de 50 mil dólares e suspensão de quatro jogos em competições da entidade.

O presidente do Grêmio, Romildo Bolzan, acompanhado dos advogados do clube, viajou até o Paraguai, onde fica a sede da Conmebol, no dia seguinte ao jogo vencido por 2 a 1 pelos argentinos, para apresentar a denúncia. Munidos de provas de que o técnico do River, mesmo suspenso pela entidade, descumpriu o regulamento ao se comunicar com o auxiliar por meio de rádio durante o jogo e ao visitar o vestiário do clube para falar com os seus jogadores no intervalo da partida, que àquela altura era vencida pelo Grêmio por 1 a 0.

O Grêmio ainda alegou que um delegado da própria Conmebol foi impedido por seguranças do River de entrar no vestiário para retirar Gallardo do local. Esse delegado foi levado pelo Grêmio ao Paraguai como testemunha.

Caso tivesse o pedido aceito pela Conmebol, o resultado da partida de terça-feira seria revertido em 3 a 0 para o Tricolor, o que o colocaria automaticamente na final da competição contra o Boca Juniors. O Grêmio ainda pode recorrer da decisão ao Tribunal de Apelação da Conmebol.

No final da partida entre Grêmio e Atlético-MG, vencida pelo Tricolor por 1 a 0 neste sábado, pelo Brasileirão, o técnico Renato Portaluppi falou sobre a decisão da Conmebol, que ainda não havia sido divulgada. “Se for um julgamento que não seja político, o Grêmio vai à final da Libertadores. A credibilidade está em jogo”, disse.

Sem citar diretamente o Grêmio, o ex-goleiro paraguaio Chilavert fez duras críticas à Conmebol na tarde deste sábado. “Os regulamentos existem para cumpri-los e respeitá-los. A Conmebol não pode ajudar sempre seus amigos. Por um futebol limpo na América do Sul”, escreveu no Twitter.

Ele citou o presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, que também é paraguaio. “Agora as pessoas do futebol sabem que o presidente da Conmebol é um grande incompetente, fracassado e um homem que matou a Copa Libertadores. Todas as suas empresas quebraram no Paraguai e ele virou milionário com a Associação Paraguaia de Futebol e a Conmebol. A corrupção mata o futebol. É uma pena”, disse.

Após a divulgação da decisão da entidade, o diretor jurídico do Grêmio, Nestor Hein, disse, em entrevista à Rádio Grenal, que “uma atitude como essa, que seria punida em qualquer lugar do mundo com a perda de pontos, aqui não. O Grêmio vai retirar a sua assinatura do Fair Play”. “Não teve julgamento técnico. Foi só político”, completou.

Fair play

O presidente gremista, Romildo Bolzan, também em entrevista à Rádio Grenal, afirmou que o clube não acredita que a Conmebol siga o documento do Fair Play à risca.

“Estamos enviando um ofício à Conmebol, retirando a assinatura do Grêmio do documento do Fair Play, pois não acreditamos que a entidade o siga à risca”, afirmou Bolzan.

“Vamos analisar o recurso, mas sem parar com a competição. Vou garantir o recurso, a luta, a nossa dignidade. Nós queremos saber que tipo de pressão houve para tanta demora na divulgação da decisão. Não quero nem externar o que estou imaginando que aconteceu, pois não precisaria levar 40 horas para decidir o que decidiu. Um dia alguém vai contar essa história, tomara que com riqueza de detalhes. Mas eu gostaria de saber muito o que aconteceu, quem começou julgando de uma forma e terminou de outra e o motivo”, completou o presidente.

 

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