OPINIÃO: Melhor desempenho na semi não implica favoritismo do Inter para o clássico

Inter, de Guerrero e Galhardo, goleou o Esportivo, enquanto Grêmio teve dificuldades contra o Novo Hamburgo

Foto: Ricardo Duarte / S.C. Internacional

Por Nícolas Wagner*

Deu a lógica. A dupla Grenal superou os surpreendentes Esportivo e Novo Hamburgo e fará a final da Taça Francisco Novelletto, o 2° turno do Gauchão 2020. Apesar da dificuldade do Grêmio, que só conseguiu nos últimos minutos a maluca vitória por 4 a 3 sobre o Noia, e da contundente goleada do Inter no Tivo, não dá para apostar no colorado como favorito para o clássico decisivo de quarta-feira.

Claro que é preciso reconhecer o bom desempenho do time de Eduardo Coudet nos últimos dois jogos, mesmo diante de adversários inferiores. Com gramados bons, o Inter relembrou aquele time que vinha se consolidando antes da parada. A saída de bola voltou a ser limpa, favorecida pelo retorno de Bruno Fuchs. A movimentação dos meias e atacantes melhorou, assim como a marcação alta e a pressão pós-perda. Esses últimos fatores, resultado em grande parte da consolidação de Thiago Galhardo no time titular. É o melhor jogador do Inter até aqui na temporada e o parceiro de ataque ideal de Guerrero neste modelo de Coudet.

No lado azul da cidade, o Grêmio passou um sufoco desnecessário diante do Novo Hamburgo, especialmente por ter aberto 2 a 0 logo na primeira metade do 1º tempo. Desta vez, Renato tem razão em apontar a falta de concentração como principal problema da equipe. Foi um Grêmio até soberbo em alguns momentos, com toques de efeito desnecessários e falhas individuais que já foram observadas em outros jogos nos quais o tricolor tinha superioridade. Em um segundo plano, há detalhes técnicos e táticos a serem observados, em especial a queda de desempenho de Matheus Henrique ao ficar mais preso com a presença de Maicon.

Porém, tudo isso não faz com que o Inter tenha mais condições que o Grêmio de vencer o clássico 426. O retrospecto recente prova isso. São oito Grenais sem vitória colorada, o que coloca peso e pressão inegáveis nos comandados de Coudet. Há o fator local, em que, mesmo sem torcida, o mandante se sente mais confortável pelo conhecimento do ambiente. E o problema gremista, como citado, está atrelado principalmente à concentração, que naturalmente será maior por se tratar de um clássico, e que vale taça.

* Por supervisão de: Marjana Vargas

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