Jonathan Cafú: “Competir com Michel Bastos, Pato e Ganso é complicado”


Por: Diogo Rossi, comunicador na @rdgrenal

Jonathan Cafú é mais um jogador folclórico, entre muitos, no futebol brasileiro. O apelido é em homenagem ao capitão do penta, no entanto, o ex-atleta de São Paulo e Ponte Preta em nada se assemelha ao vitorioso e ex-camisa 2 da amarelinha. A começar pela posição. Jonathan é atacante. E Cafu, um dos melhores laterais-direito da história.

Atualmente no Ludogorets da Bulgária, vive ótimo momento na carreira. Após rodar diversos times pelo Brasil, mais precisamente no estado de São Paulo, chegou ao futebol do leste europeu em 2015, e, ao lado de uma legião de brasileiros, tem se destacado no clube atual pentacampeão búlgaro. Recentemente, inclusive, marcou um gol contra o Arsenal em partida válida pela fase de grupos da UEFA Champions League.

Em entrevista ao repórter Thiago Rocha, para o programa Mundo da Bola, Jonathan falou sobre a adaptação ao futebol da Bulgária e aos costumes do país. “Foi muito bom, tem muitos brasileiros e eles conversaram bastante comigo. Hoje, aqui na pré-temporada na Turquia, nós somos 10. Isso faz com que você se adapte mais rápido ao futebol”, revelou.

Questionado sobre o suposto interesse de equipes como Leicester City, Lyon e Lazio, o atacante não escondeu a alegria. “Fico muito feliz por grandes clubes estarem interessados no meu futebol, isso quer dizer que eu estou realizando um trabalho muito bom. Fico feliz com isso, meu trabalho está sendo bem reconhecido. Mas enfim, isso deixo com o Ludogorets e pro meu assessor. Estou focado e tenho contrato aqui. Caso eu vá para um desses três clubes, vou ficar muito feliz. São três times de ponta”, afirmou.

Adaptação ao país

Longe do grande centro da Europa, o clima foi um dos grandes inimigos de Jonathan Cafú durante o período inicial. “A gente vem de um país muito quente, e quando você chega na Bulgária, pega 20 ou 25 graus negativo. Acho que essa foi a maior dificuldade aqui. Mas eu fui um dos jogadores que se adaptou mais rápido”, relatou o atacante. De acordo com o atleta, o futebol é mais dinâmico no velho continente. Apesar disso, a torcida do Ludogorets não é tão entusiasmada como as sul-americanas, por exemplo, em função do clube ser pentacampeão nacional. “Muitas vezes, quando começa o campeonato, a torcida já sabe quem vai ser o campeão. Isso faz com que eles se acomodem um pouco”, relata o camisa 22.

Aos 25 anos, depois de se destacar pela Ponte Preta, Cafú teve uma breve passagem pelo São Paulo. Na oportunidade, atuou 12 vezes e marcou apenas 1 gol. “Competir com Michel Bastos, Alexandre Pato, Luís Fabiano e Ganso é complicado. Vindo de um time de menor expressão, eu tinha que ficar no banco. O Michel tava numa fase tremenda, fazendo gol de todos os jeitos. Então é válida essa minha ‘não entrada’ no São Paulo. Mas isso é a vida, a oportunidade veio e hoje eu estou mostrando a minha qualidade”, finalizou.

Confira a entrevista completa:

 

 

 

 

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