“Estamos todos sofrendo”, diz David Braz, zagueiro do Grêmio sobre a pandemia da Covid-19

Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Em um momento atípico como o qual a população vivencia atualmente, foi o motivo para a paralisação do futebol mundial. Sendo assim, os amantes desse esporte estão tendo que encontrar outro programa para fazer nas quartas-feiras à noite ou nos dias de domingo. Até o início deste mês de maio, Inter e Grêmio estavam quase que na mesma situação que o próprio torcedor. Sempre colocando em primeiro lugar a saúde dos atletas e demais funcionários, a dupla Grenal pôde voltar a realizar trabalhos nos seus respectivos Centros de Treinamentos.

“O Grêmio retomou as atividades, mas cumprindo com todos os protocolos da melhor maneira possível. Estamos nos cuidando. Fazendo grupos para treinar separadamente e continuando em forma para que, quando tudo isso acabar, a gente possa estar preparado para os jogos. Acreditamos muito que tudo isso vai passar”, diz o zagueiro David Braz em entrevista para os canais oficiais do tricolor.

O defensor, também falou sobre a paralisação dos jogos e também sobre a importância em entender que é um momento histórico, importante e que precisa de atenção. “É difícil demais. A gente fica triste. Muito triste. E não somente pelo que vêm acontecendo no futebol, mas com a saúde de todo o povo. Do mundo inteiro. Empresas e comércios tendo dificuldade. Enfim.. estamos todos sofrendo. Acho que devemos nos juntar e da melhor maneira possível, se proteger”, ressalta.

Treinamentos

Após a Prefeitura Municipal de Porto Alegre decretar a flexibilização das restrições de circulação durante a pandemia do coronavírus, o Grêmio comunicou em seu site oficial que a equipe voltaria aos treinamentos. Sendo assim, foi decidido que os jogadores fossem divididos em grupos e horários para a realização das atividades, cumprindo todas as recomendações das instituições de saúde e governamentais, seguindo as determinações sanitárias. No primeiro trabalho, com a distância mínima exigida, sob a coordenação do preparador Márcio Meira, as atividades foram anaeróbicas. A intenção era forçar os atletas percorrerem obstáculos em 25 segundos por diversas vezes. No entendimento da comissão técnica, sem a possibilidade de trabalhos táticos, o objetivo neste momento é aprimorar o condicionamento físico na projeção de um retorno do calendário de partidas regular.

Para o zagueiro tricolor, as atividades que exigem a força do jogador, visam o resultado à longo prazo, mas que não favorece o grupo. Ou seja, quando os campeonatos voltarem, a equipe estará preparada para a sequência de jogos, entretanto, não estará à frente de nenhuma outra equipe por isso “Esse tipo de atividade ajuda no nosso trabalho do dia a dia. A gente não pode ficar parado e sabemos da importância de estarmos em forma. Nosso trabalho é muito cobrado. Nós somos muitos cobrados. Então, já que tivemos a liberação para voltar a treinar, estamos procurando fazer da melhor maneira possível. E respeitando tudo que a OMS vêm pedido”, explica o jogador.

Corpo e mente

O momento é delicado e de atenção. Fora os treinos, que antes eram repassados pelos clubes por videoconferência, os jogadores de futebol têm outra tarefa neste período de pandemia do coronavírus. A saúde mental dos atletas, desde os mais novos até os mais experientes, se tornou algo prioritário neste período de isolamento social. Cada um encontra a sua maneira de passar o tempo, seja com a família, seja jogando videogame ou escutando música.

Com a retomada dos treinamentos, parte do dia do jogador se tornou destinado àquele momento, que antes era vivido por videoconferência, agora é no próprio Centro de Treinamentos do clube. Mesmo com as atividades sendo exercidas, jogadores e demais funcionários, ainda trabalham com a incerteza. Sem saber quando as coisas voltarão ao normal. “Isso é uma coisa que deia a gente meio assim, sem saber o que fazer. Tem essa questão dos jogos de portões fechados. Eu gosto muito desse ambiente, da torcida, do estádio cheio, ou seja, aquilo tudo que a gente tava vivendo. Infelizmente, o momento é muito difícil para que isso volte a acontecer. Sabemos a realidade e é por isso que bate uma ansiedade em todo mundo de viver tudo aquilo novamente”, frisa.

Rotina durante a quarentena

Quem acompanha as redes sociais do zagueiro do tricolor, David Braz, sabe o quanto o jogador prioriza os momentos com a família. Neste período de isolamento, estamos em casa com nossos familiares mais próximos, realizando atividades de lazer, assistindo àquela série que antes não era possível por causa do tempo e rotina corrida. Para o atleta, o momento de isolamento social foi de comunhão com a família. “Quando estamos trabalhando, não temos muitos domingos. Então, procuramos estar juntos, agradecendo a Deus por estar com saúde, porque sabemos que nesse momento muita gente está sofrendo. Nós [família], procuramos curtir muito esse momento. Tem muita gente passando dificuldade, perdendo familiares, por isso, aproveitamos aquilo que Deus nos deu”.

* Por supervisão de: Marjana Vargas

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