Diretor de futebol do Grêmio, Alberto Guerra, critica situação do gramado da Arena: “Vergonha”


Por: Valéria Possamai,

Diante das críticas com relação ao gramado da Arena na disputa da Copa América, o diretor de futebol do Grêmio, Alberto Guerra, em entrevista exclusiva à Rádio Grenal, nesta sexta-feira, condenou a situação do campo como “vergonhosa”.

“É uma vergonha o estádio de um clube como o Grêmio ter um gramado desses. Já não é de hoje que viemos reclamando e conversando”, declarou o dirigente gremista, que completou: “hoje em dia se planta abacaxi no deserto do Saara. Acredito que grama em Porto Alegre, por menos sol que pegue, não seja um problema.”

Após a partida Brasil contra Paraguai, na noite desta quinta-feira, no recinto tricolor, o técnico brasileiro Tite criticou a situação do gramadodestacando a dificuldade para combinar jogadas com a bola no chão . “É absurdo, em alto nível, ter um campo com tamanha dificuldade para tocar. A bola entra no pivô, o cara tem que dar três toques para tocar. É absurdo. Alto nível não consegue em qualquer lugar. Sem justificar nada. Estou falando do espetáculo, é sempre em dois, três tempos”.

A condição de jogo do estádio administrado pela empresa Arena porto-alegrense também já foi criticado pelos jogadores Lionel Messi, da Argentina, e Suárez, do Uruguai.

Recentemente, por meio de nota, a administradora esclareceu que as condições do gramado dependem de algumas variáveis e dois fatores são responsáveis pelas as más condições: o fator tempo, por conta da grama de inverno, e a sequência de jogos.  Confira trechos da nota:

A primeira e mais importante é relacionado ao clima. A Ryegrass (grama utilizada no inverno) se desenvolve melhor em temperaturas mais baixas, o que não está ocorrendo em Porto Alegre neste período. Aliada ao sombreamento do inverno (metade do campo), as temperaturas estão mais elevadas, retardando o desenvolvimento da mesma e a sua recuperação pós atividades.

A segunda refere-se justamente à frequência do uso do gramado: Pelas características da competição, durante o período de 14 a 23 de junho o gramado foi utilizado em 7 ocasiões (três partidas, um treino de reconhecimento e três treinos de aquecimento no pré-jogo). Os treinos exigem muito do gramado e o afetam de forma heterogênea, apresentando mais desgastes em algumas áreas do campo, dependendo das atividades realizadas.

Além do dirigente, o próprio técnico do Grêmio, Renato Portaluppi, já fez críticas à situação na temporada passada. No início do dezembro, após o fim do Brasileirão, houve a retirada da antiga grama, para o plantio de novas leivas. Além disso, o gramado passou por uma reconstrução de drenagem, para que não haja mais a incidência de formação de poças d’água ou acúmulo de areia, episódios que ocorreram em 2018.

“Cebolinha é jogador do Grêmio”

Mais uma vez, a direção gremista garantiu que não houve propostas por Everton. Contudo, uma investida com a abertura da janela europeia já é tratada como possibilidade.

“O que eu possa passar é que não tem proposta por ele (Everton). A gente sabe que um jogador deste nível sofre interesse. Hoje, como o Grêmio vem de boas vendas, não precisa da venda. Talvez, quando abrir a janela venha alguma proposta. Até porque ele está jogando o fino da bola, como dizem. Mas até o momento, ele é jogador do Grêmio”, declarou Alberto Guerra.

Nesta semana, a imprensa italiana noticiou que o Manchester City está disposto a pagar € 40 milhões de euros pelo jogador que vem se destacando com a Seleção Brasileira. De acordo com a informação divulgada pelo jornal italiano La Gazzetta dello Sport, o time inglês ofertará uma proposta entorno de R$175 milhões de reais, além de bonificações por contrato até 2024.

Contudo, o tricolor, que possuiu 50% do direitos do atleta, deve recusar esta primeira investida. Conforme apurou a reportagem da Rádio Grenal, a direção gremista espera lucrar, ao todo, 40 milhões de euros em uma negociação envolvendo Cebolinha, o que nestes moldes da proposta dos ingleses renderia apenas metade do valor, 20 milhões de euros.

O vínculo do camisa 11 é válido até 2022, com uma multa rescisória estipulada em 60 milhões de euros.

Novos reforços?

A tendência de mercado é que o Grêmio não apresente caras novas, neste momento,  para o segundo semestre. Um novo reforço é estudado sim, caso se concretize a saída de Montoya.

“O Montoya tem a possibilidade de sair, mas ele é jogador do Grêmio. A gente vai tratar de uma possível reposição somente se o negócio se concretizar. Eu mesmo falei que poderíamos contratar 2 ou 3 jogadores. Mas nos reunimos aqui e decidimos que não faríamos esses investimentos, até pela questão financeira”, declarou o diretor de futebol do tricolor.

 

 

 

 

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