Vice jurídico do Grêmio: “Não dá para suportar o Atlético-MG comprando jogadores caros”


Por: Diogo Rossi, comunicador na @rdgrenal

A venda do goleiro Victor para o Atlético-MG, em 2012, ainda se desdobra no âmbito extracampo. A negociação que levou o ex-camisa 1 gremista a Minas Gerais, e trouxe Werley para o Estádio Olímpico, não teve boa resolução entre os clubes envolvidos – o Grêmio alega que o pagamento não foi realizado ainda. Nesta terça-feira (14), o vice jurídico Nestor Hein concedeu entrevista no programa Futebol Alegria do Povo.

“Esse processo já se desenrola há bastante tempo. O Atlético-MG, que é um clube que o Grêmio mantém ótimas relações – nós caminhamos em meio a torcida do Atlético lá em Minas -,  só que não dá mais para suportar o Atlético comprando jogadores caros e não querendo pagar o Grêmio. O Grêmio facilitou, tentou acordo de todas as formas e o que veio de lá foi indiferença”, lamentou o dirigente.

Recentemente, após a venda do argentino Lucas Pratto para o São Paulo, surgiu a notícia de que o tricolor teria bloqueado parte do valor, algo em torno de 10 milhões de reais, o equivalente à metade do que o clube paulista teria pago ao Galo. “Essa medida significa que o dinheiro que deveria ser pago pelo Lucas Pratto, de 20 milhões, para o Atlético-MG, parte, aproximadamente 10,5 milhões, seria depositada numa conta do Banrisul, à disposição do juiz. Essa conta não vai direto para o Grêmio. É importante dizer que, 8,7 milhões dessa conta, o Atlético não nega. O Grêmio, em tese, poderia solicitar a liberação desse recurso, mas imagino que o Atlético vai lutar para derrubar essa decisão. Mas foi um passo importantíssimo”, comentou.

A intenção do Grêmio não é desestruturar a boa relação com o clube alvinegro, no entanto existe a necessidade em receber esse dinheiro. “O Grêmio está levando à CBF, com base na nova legislação que rege as relações entre clubes de futebol. O Atlético terá 10 dias para defender-se, e nós estamos pedindo que fique cancelado a possibilidade de inscrições de novos jogadores por 2 anos. Isso é previsto na lei, quando os clubes não pagam suas contas”, afirmou Hein.

Confira a entrevista completa:

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