“Vamos atrás de justiça”, afirma defesa de Carlos Pellegrini sobre as investigações do MP


Por: Valéria Possamai,

Em entrevista ao programa Futebol Alegria do Povo, da Rádio Grenal, o advogado Jorge Teixeira, representante jurídico de Carlos Pellegrini, ex-vice de futebol do Inter na gestão de Vitório Piffero, falou sobre as investigações do Ministério Público, que analisam as irregularidades durante o biênio 2015/2016.

No dia 20 de novembro, o Ministério Público do RS deflagrou cumpriu 20 mandados de busca e apreensão em investigação que apura a ocorrência dos crimes de apropriação indébita, estelionato, organização criminosa, falsidade documental e lavagem de dinheiro durante a gestão do ex-presidente Vitório Piffero.

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Na investigação, o MP descobriu que negociações e renovações com atletas que normalmente não seriam realizadas, pelo menos nos patamares econômicos constatados, foram efetivadas por Carlos Pellegrini, que atuou como diretor e vice-presidente de futebol, mediante prévio ou posterior repasse de valores. Logo depois de algumas negociações serem concluídas, os empresários dos atletas efetuavam, como recompensa, repasses financeiros ao dirigente. Em outras oportunidades, os empresários adiantavam valores a Pellegrini, para, em seguida, concluir os negócios envolvendo atletas por eles agenciados.

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Durante a participação na Rádio Grenal, o advogado de Carlos Pellegrini, afirmou que após o anúncio da operação, o ex-dirigente do clube vive um “massacre”: “Ele está sofrendo um verdadeiro massacre do que vem saindo pela imprensa”.

O advogado Jorge Teixeira pontuou o conhecimento do ex-mandatário Vitorio Piffero, nas contratações da gestão, ponto em que Pellegrini é investigado: “Todas as contratações que foram feitas também passam pelo presidente”.

O representante jurídico também justificou que não houve explicações por parte do ex-vice de futebol, porque às partes ainda não tiveram acesso ao teor da investigação:“Ninguém viu documento. Eu preciso ver os documentos para justificar e explicar. O Ministério Público só volta no dia 7 de janeiro e este massacre continua pela imprensa. Vamos atrás de justiça”.

Foto:(Divulgação/S.C.Internacional)

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