“Não foi a toa que ficamos 29 rodadas na liderança”, diz lateral direito Fabiano do Palmeiras


Por: Gabriel Corrêa,

Nascido na pequena cidade de São João do Oeste/SC, Fabiano Leismann mal podia prever que seria dele o gol que sacramentaria o título do Campeonato Brasileiro de 2016. O lateral direito conversou com a Rádio Grenal e contou um pouco mais sobre a emoção desse gol, do trabalho de Cuca, da mescla no grupo, o goleiro Jaílson e sobre as danças do colombiano Yerri Mina.

Jogada ensaiada no gol contra a Chapecoense

Foi mais uma jogada do grupo. O Gabriel Jesus faz o corta-luz, a bola ainda tocou no calcanhar do Moisés e sobrou pra mim, ela deu uma subida e eu consegui a finalização. Mas é uma jogada que mostra todo trabalho desse elenco.

Grupo experiente e trabalho do técnico Cuca

É um mérito de todo grupo. A mescla de experientes com jovens, exemplo é o Gabriel (Jesus), hoje na Seleção. Por isso o futebol é apaixonante. Ver o Zé Roberto com 42 anos jogando em alto nível e dando exemplo. E o professor Cuca conseguiu tirar o máximo de cada atleta, com os jogadores podendo jogar em mais de uma posição. Não foi a toa que ficamos 29 rodadas na liderança.

Líderes do vestiário

Ter caras como Zé Roberto, Edu Dracena e Arouca, todos multicampeões, é muito bom. Por tudo que eles já passaram no futebol, pelas conquistas. Passamos em diversos momentos de pressão. No próprio inicio do ano e o Zé Roberto nos passou tranquilidade e mostrou que o grupo tinha condições de buscar esse título. Eles são caras que nos ajudavam a mostrar a hora que podíamos descontrair, a hora de ficar sério e tudo mais. Esses caras passam tranquilidade pra gente pelo caráter, humildade e dignidade que eles possuem.

Substituição de Jaílson por Fernando Prass

Foi uma emoção muito grande. A gente sabe o que ele (Prass) representa dentro do clube. É um ídolo que fez por merecer. A gente ficou triste quando ele se lesionou na Seleção porque ele teve a primeira chance aos 38 anos. Ele foi merecedor desse momento. E o Jaílson com 35 anos, a história que ele tem de dificuldades e a gente fica muito contente pelas coisas que acontecem dentro do futebol. Eles fazem por onde e vamos levar pra sempre esses momentos mágicos do futebol.

Danças do Yerri Mina

(Risos). Não, não. Já pediram pra gente fazer a dança, mas não dá, é muito difícil. Aí pra não fazer feio, é melhor não fazer. Então nós dançamos uma que o Roger Guedes fez.

Confira a entrevista completa:

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