Federação Gaúcha das Torcidas Organizadas emite nota de repúdio por confusões na arquibancada em Caxias


Por: Valéria Possamai,

Nesta segunda-feira, a Federação Gaúcha das Torcidas Organizadas emitiu nota de repúdio por conta das confusões nas arquibancada do estádio Alfredo Jaconi, na partida entre Juventude e Inter.

Confira a postagem:

A FGTOrs – Federação Gaúcha das Torcidas Organizadas, vem a público manifestar o seu total repúdio aos acontecimentos do…

Publicado por Federação Gaúcha das Torcidas Organizadas em Segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Leia o posicionamento na íntegra:

A FGTOrs – Federação Gaúcha das Torcidas Organizadas, vem a público manifestar o seu total repúdio aos acontecimentos do jogo Juventude 1 x 2 Internacional, conforme segue:  A violência iniciou dentro de campo, no primeiro tempo no Estádio Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul. O placar ainda estava Juv 0 x 1 – Int, quando Luiz Carlos Winck – atual treinador do Juventude, segurou a bola para que seu goleiro tivesse tempo de retornar ao gol, enquanto Willian Pottker tentava cobrar rapidamente uma lateral. A confusão dentro de campo foi generalizada, tendo como Winck o grande mentor de tudo que viria acontecer na arquibancada. Enquanto a confusão estava armada dentro do campo, um torcedor do Juventude pulou o alambrado e invadiu o mesmo, sob os olhares inertes da BM, e roubou uma faixa da torcida colorada. Foi, roubou e voltou. Sob a negligência da polícia militar, nada lhe aconteceu. Pasmem, por instantes o campo do Alfredo Jaconi tornou-se o jardim dos torcedores da casa.  Imediatamente, os torcedores colorados aproximaram-se da grade onde estava a Brigada Militar no sentido de cobrar uma atitude. A partir deste momento, pôde-se observar o total despreparo da instituição “polícia militar” de tratar com o ser humano em um evento esportivo. O primeiro ato da BM foi bater na própria menina que lhes chamou para ajudar. Repito: o primeiro ato da BM foi BATER em uma MULHER que não demonstrava perigo algum para a sociedade. Na sequência, mesmo com o patrimônio sendo levado, a BM agride os colorados e permite que o torcedor da casa consuma o roubo.Fica a pergunta: o que faz a BM dentro do estádio de futebol? Qual o preparo que o batalhão recebe para o trato com o público dentro do estádio? O que mais precisa acontecer para que a BM se reestruture no intuíto de prestar um serviço digno nos eventos esportivos. Vamos esperar que uma mulher grávida perca um bebê? Que uma criança seja atingida e fique com sequelas? Que um jovem promissor morra com todos os seus sonhos? Não houve briga na arquibancada, nenhuma torcida se envolveu em tumulto. Houve covardia daqueles que deveriam proteger o torcedor do bem. Basta.

*Com informações da repórter Ana Aguiar

Foto: (Divulgação/Federação Gaúcha das Torcidas Organizadas)

 

 

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