Em busca de respostas no Peru, Guerrero afirma: “Querem acabar com minha carreira”


Por: Valéria Possamai,

Buscando provar a inocência no processo de Doping, o atacante Paolo Guerrero esteve no Peru nesta quinta-feira, para ir até o hotel onde a delegação peruana esteve hospedada durante a Copa do Mundo e onde o jogador teria ingerido a o chá de cola, que continha uma substância proibida detectada no exame antidoping, e que deixa o jogador banido dos gramados.

O atleta chegou ao hotel Swissotel en San Isidro, acompanhado pelo Ministério Público local, do advogado Julio García y e de sua mãe Petronila Gonzáles. Na nova visita até o hotel, o jogador alegou em entrevista, que quando procurou a hospedagem, pela primeira vez, não recebeu nenhuma ajuda para conseguir argumentos de defesa.

“Quando cheguei ao hotel para pedir ajuda, eles não quiseram, mas quando a WADA chegou lá, sim. Ações legais já estão em vigor, confio que a justiça será feita”, afirmou o jogador.

Na saída do Hotel, quando atendia os jornalistas, o jogador deu resposta em tom de desabafo: “Sinto-me indignado por estar aqui (Peru) e ter uma fato ruim, devo voltar ao meu país para comemorar e não vir para dar declarações e um monte de outras coisas. Não posso jogar, não posso exercer minha profissão. Querem acabar com minha carreira.”

Conforme a defesa de Guerrero, a substância proibida detectada no exame antidoping terá sido surgido, após a ingestão de um chá de cola, oferecido no hotel.

A direção do Hotel, no entanto, alega que durante a permanência da delegação peruana, foi colocado um anúncio onde informava que em determinados dias, os jogadores poderiam consumir alimentos fora da dieta, que também ficava a cargo do hotel.

Mas a justificativa do hotel foi negada pelo jogador, que afirma não ter feito uso de nenhuma substância ou ingerido outro de alimento que não tenha sido oferecido pela hospedagem.

Suspenso de atuar desde o 23 de agosto, quando uma decisão da Justiça Comum da Suíça cassou a liminar que vinha permitindo a atuação do centroavante, Guerrero ainda tenta retornar aos gramados neste ano. Desde o parecer, o peruano teve o direito de jogar suspenso e a pena o mantém o afastado do futebol até abril de 2019.

Recentemente, os advogados de Paolo Guerrero ainda ingressaram com recurso em última instância na justiça suíça. O corpo jurídico do atleta agora aguardam as manifestações da outras partes citadas no pedido. No caso, da Fifa e Agência Anti-drogas (WADA, sigla para World Anti-Doping Agency). Não há data definitiva para o pronunciamento das instituições, mas os representantes jurídicos esperam um posição dentro das próximas semanas.

Confira a entrevista de Paolo Guerrero, na saída do hotel.

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